MOTIVO DA EXISTÊNCIA DO BLOG

O motivo fundamental da existência do meu Blog, é divulgar os textos que meu marido Edno escreve toda semana, tendo como fonte a temática da nossa Igreja.

Que Deus nos abençoe!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

25-08-2014 A P E L I D O S


25 / 08 / 2014                         APELIDOS

            Dentre os doze escolhidos por Jesus Cristo para serem suas testemunhas, apenas três tiveram seus nomes acrescidos por sobrenomes ou, podemos dizer, apelidos: Simão, chamado por Jesus de Cefas – ou Pedro – e João, apelidado juntamente com seu irmão Tiago, de Boanerges, que significa filhos do trovão.( Marcos 3:16 -17 )

            O fato de terem sido escolhidos pelo Mestre para serem seus discípulos, pura e simplesmente, não mudou seus temperamentos.

            Pedro, como todos nós sabemos, era de temperamento forte e impulsivo, capaz de alternar  atitudes e declarações corajosas de liderança com omissões e declarações pusilânimes...

            João, por sua vez, fazendo jus ao seu apelido, ao ver a rejeição dos samaritanos às verdades do Evangelho, chegou a propor a Jesus Cristo (sendo imediatamente repreendido pelo Mestre) que enviasse fogo do céu para os consumir... ( Lucas 9: 51-56 )

            O que mudou seus temperamentos e a maneira de reagir face às diferenças de opinião ?

            A resposta só pode ser a mesma de sempre: A ação do Espírito Santo, que vai burilando e modificando dia a dia a personalidade dos que são por Ele separados para cumprirem a honrosa missão de pregar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, até a Sua volta em Poder e Glória.

            É o Espírito Santo que ainda hoje atua e transforma, como fez com Paulo de Tarso, perseguidor em perseguido, carrasco em mártir.

Transformou o devasso Agostinho de Hypona em um dos baluartes da Teologia Cristã. Mudou o apelido de João, Boanerges, para ser conhecido como Apóstolo do Amor.  

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

18-08-2014 I L U M I N A Ç Ã O


          Quando estudamos na Escola Bíblica Dominical, em outros tempos, o Breve Catecismo, uma das perguntas referentes às Escrituras Sagradas mais repetidas e discutidas era “ Quem escreveu a Bíblia?”
            A resposta que nos era dada ( nós já tratamos desse assunto anteriormente) era: Homens santos inspirados pelo Espírito Santo, baseada na Segunda Carta de Pedro, capítulo 1, versículo 21.
            O que faltou dizer foi o significado da palavra inspiração.
Ela é a ação do Espírito Santo sobre os que Ele escolheu para essa maravilhosa tarefa. É a capacitação com que o Espírito Santo contempla àqueles a quem Ele escolhe, para transmitir a outros tudo o que eles precisam saber, independendo de tempos ou épocas, locais ou circunstâncias.
            A ação do Espírito na inspiração pode ser seguida de iluminação, que  é a condição que o Espírito Santo dá aos seus escolhidos de entenderem a Sua mensagem e poderem retransmiti-la a todos que queiram ouvi-la. É a condição que o Espírito Santo dá aos seus escolhidos de entenderem a Sua mensagem e poderem retransmiti-la a todos que queiram ouvi-la.
Esta, certamente, é a razão de que a mesma citação bíblica atinge pessoas diferentes de modo diverso e isso é maravilhoso!
            É também a explicação que podemos dar para o fato de algumas pessoas não entenderem o que está escrito na Bíblia, outras entenderem, mas não crerem e outras até debocharem, achando que Bíblia é uma “coleção de contos da carochinha...”
            Jesus Cristo, ao ensinar a seus discípulos as coisas do Reino de Seu Pai, usava o recurso de parábolas, que tinham exatamente o propósito de serem entendidas apenas por aqueles a quem o Espírito Santo iluminar.
            Nós cremos, pela fé, que a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus e, ao lê-la e estudá-la, rogamos a Ele: Ilumina-nos, Senhor!      

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

11-08-2014 D O U T R I N A


11 / 08 / 2014                         DOUTRINA

            Ninguém foi mais usado por Deus para esclarecer dúvidas sobre a forma de vida e de adoração que Ele quer de nós, do que o apóstolo Paulo.  Jesus Cristo, ao responder a pergunta da mulher samaritana sobre o local certo para adoração ( Jerusalém ou Gerizim?) esclareceu que o lugar onde Deus deve ser adorado era o que tinha menos importância.
 O importante era a forma como Ele quer ser adorado: Em espírito e em verdade.( João 4: 20-24)
            Paulo em suas cartas demonstra sua preocupação em esclarecer a Doutrina do Espírito Santo a todos os cristãos, dada a relevância do tema.
            Ele usa várias formas de se expressar, todas ressaltando a necessidade de entrega total do cristão à ação do Espírito Santo em sua vida.
            Andar no Espírito, viver no Espírito, ter o Espírito de Cristo, são termos usados por Paulo para definir o que Deus espera de seus adoradores.
            A preocupação dos cristãos da Igreja de Corinto com a “hierarquia dos dons” foi tratada por Paulo com muita propriedade, mostrando a eles ( e a nós...) que muito mais importante que saber quem tem o maior dom é saber como cada um deve  usar o dom que o Espírito Santo lhe deu.
            Aos cristãos em Roma, ele diz em sua epístola, considerada o Manual de Doutrina Cristã, que Deus não faz acepção de pessoas, porque todos pecaram e carecem da Graça Divina. ( Romanos 3:23)
            No capítulo 8, ele mostra a importância da presença do Espírito Santo na vida do cristão, na eterna luta entre carne e espírito ( com letra minúscula, para designar o nosso espírito) e a necessidade de estarmos em constante comunhão com Ele. Como conseguir isto, é Cristo quem nos ensina:
            “ Vigiai e orai, para que não entreis  em tentação”( Mateus 26:41)

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

04-08-2014 A M O R P A T E R N O




O relacionamento Criador – criaturas, que depois de Jesus Cristo, passou de Senhor – servos,  para Pai – filhos, foi, como sempre acontece, iniciativa de Deus Pai que, enviando Seu filho para ser o único Mediador entre nós e Ele, possibilitou que isso acontecesse.
            ( Já na oração que Jesus Cristo ensinou a seus discípulos e que nós aprendemos desde a infância, Deus é tratado como Pai nosso e por Tu, o que demonstra intimidade total.)
            Em diversas parábolas, Jesus procura dar ênfase a este fato, mas com certeza, a mais emocionante de todas é a do filho perdido ( chamado pródigo) que fecha a trilogia ovelha perdida, dracma perdida e filho perdido.
            Em todas três, Ele realça a alegria de quem reencontra o que estava perdido e foi achado, depois de muita procura. ( Lucas 15: 3 -32)
            Na parábola do filho perdido, entretanto, um pequeno detalhe pode passar despercebido: É o pai que, estando permanentemente à espera da volta do seu filho caçula, ao vê-lo ao longe, sai ao seu encontro...
            Da mesma forma, ao ver mais tarde seu filho mais velho tomado de ciúmes, inveja e rancor, se recusando a participar da “festa do retorno”, sai para trazê-lo de volta para casa...
            É como Jesus compara o Amor de Deus por nós, seus filhos adotados em Cristo Jesus, que toma a iniciativa de reconciliação com Ele, mesmo sabendo que somos indignos de tal atitude.
            Amor paterno, que tudo perdoa, não porque mereçamos, mas  porque Ele nos ama incondicionalmente.
 Falar sobre este Amor, só mesmo repetindo o poeta sacro:

             “Meu Deus, que amor! Meu Deus, que eterno amor!” ( 88 N.C.)

terça-feira, 29 de julho de 2014

28-07-2014 M I L A G R E S


            Somente o evangelista João, que acompanhou Jesus Cristo do início ao fim de Seu ministério, narrou Seu primeiro milagre, em Caná da Galiléia.
            Jesus Cristo já havia sido investido de poder pelo Espírito Santo no rio Jordão, na presença de João Batista e de todos os seus seguidores, mas somente após o milagre da transformação da água em vinho, seus discípulos creram Nele... ( João 2:11)
            Milagres – já foi dito muitas vezes – são fatos que acontecem sem que haja possibilidade de serem explicados humanamente, pela lógica ou pela ciência dos homens. Eles acontecem ( e a Bíblia é clara) não para glorificar pessoas ou uma denominação religiosa, qualquer que seja ela, mas para que Deus seja glorificado.
            O ser humano, por sua natureza pecaminosa, tende a resistir à pregação da Palavra. Mesmo um sermão, por mais eloqüente que possa ser, se não tiver a ação do Espírito Santo no coração de quem o ouça, não surtirá efeito algum. Poderá até convencer, mas não converter...
            Jesus Cristo, onisciente como o Pai, sabia disso. Somente milagres e prodígios causariam impacto naquele povo sofrido e incrédulo.
            Alguns chegaram a Lhe pedir: “ Mostre-nos um sinal...” ( Mt.12:38)
            Os milagres que Jesus Cristo fez sempre tiveram o objetivo de, glorificando a Deus, mostrar a todos Sua autoridade e Poder. Poder sobre a matéria, sobre o tempo e o espaço, sobre a vida e a morte. Ele disse: “ Toda a autoridade me foi dada nos céus e na terra” ( Mt. 28: 18) 
             Ainda hoje, milagres acontecem, nós cremos nessa verdade.
            A conversão  de um vil pecador, obra do Espírito Santo, é um milagre que se repete todos os dias. Eu creio nisso; eu sou um deles.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

21-07-2014 S A B E D O R I A



             O evangelista Lucas, no Evangelho que leva o seu nome, apesar de não ser testemunha ocular
dos fatos que narrou, foi um pesquisador de alto nível, colhendo depoimentos e entrando em detalhes
por demais esclarecedores sobre a ação do Espírito Santo no Ministério de Jesus Cristo.

            A presença do Espírito Santo no Batismo no rio Jordão, ( em que vemos as três pessoas da Santíssima Trindade citadas) é um dos fatos que mostram como Jesus foi investido de poder publicamente.
            Logo após, sua narrativa conta sua luta e vitória sobre Satanás, depois de ter sido levado pelo Santo Espírito ao deserto, para ser tentado.
            Impressionante também é para o narrador, de origem grega, como as pessoas que conheciam a família de Jesus, todas habitantes de Nazaré, uma pequena cidade da Galiléia, se admiravam com a enorme sabedoria demonstrada por aquele filho de um modesto carpinteiro.
            A leitura feita na sinagoga, num sábado, do Livro do profeta Isaías, quando Jesus se assenta e proclama que o Espírito do Senhor estava sobre Ele e que a profecia estava se cumprindo, provocando indignação em quem O ouvia, foram acompanhadas da admiração dos que reconheciam Nele a Sabedoria que vem do Espírito de Deus.
            As parábolas que Jesus propôs são contadas por Lucas com fidelidade ao texto e ao contexto, com as lições que elas encerravam e que nos servem de orientação, até os dias de hoje.
O depoimento dos soldados, em outra oportunidade, é mais do que uma simples desculpa para não O terem levado preso.
            Eles declararam publicamente, enfrentando os riscos de seus atos: “Jamais alguém falou como este homem!” ( João 7:46)

segunda-feira, 14 de julho de 2014

14-07-2014 E X P A N S Ã O


             Quando lemos o Livro dos Atos dos Apóstolos, também chamado, com muita propriedade, Atos do Espírito Santo, vemos como foi maravilhosa a Sua atuação na expansão e consolidação do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, nos primórdios da Igreja.
            A promessa feita a Abraão que todas as nações seriam atingidas pela Graça divina, em Gênesis 12:3 ( e não entendida pelos judeus, que se julgavam os únicos merecedores), começou a ser cumprida no Pentecostes.
            Muitas etnias foram alcançadas naquela maravilhosa ação, ( Atos 2:1-11) mas ainda não era o suficiente.
Jesus Cristo, quando comissionou seus discípulos, tranqüilizou-os quanto à capacitação necessária para tão importante tarefa. ( Atos 1:8)  
            O poder recebido por eles começou a ser transferido por imposição de mãos e pessoas de várias partes do mundo conhecido foram atingidas, passando a proclamar as Boas Novas de Salvação em seus países de origem.
            O continente africano foi alcançado quando o etíope de Candace voltou à sua terra, já batizado por Filipe, à beira da estrada. ( Atos 6: 26-40)
            Os confins da terra foram alcançados pela resultante da tão conhecida conversão de Saulo de Tarso, na estrada de Damasco e posterior confirmação feita por Ananias ( também com imposição de mãos santas) ( Atos 9:17)
            Lídia, Priscila, Áquila, foram outros nomes citados, sem contar os que nem foram nomeados, como o carcereiro de Paulo e Silas, que se converteu com toda a sua família. Esta talvez seja a maior demonstração de como o Espírito Santo ainda age. Através de fatos aparentemente negativos, milagres acontecem, circunstancias são mudadas e ainda hoje, apesar de tudo e de todos, o Reino de Deus se expande. Deus seja louvado!