MOTIVO DA EXISTÊNCIA DO BLOG

O motivo fundamental da existência do meu Blog, é divulgar os textos que meu marido Edno escreve toda semana, tendo como fonte a temática da nossa Igreja.

Que Deus nos abençoe!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

13-10-2014 T R I S T E Z A


                                                  T R I S T E Z A

            Uma das profissões que mais têm oferecido oportunidades de trabalho, dado o crescente aumento de pessoas que necessitam de cuidados especiais, é o chamado cuidador de idoso.
            Cursos de capacitação e especialização têm sido criados e oferecidos aos que pretendem exercer a função de tomar conta de pessoas que já não podem mais viver sem que outras as ajudem nas tarefas mais simples    
            A antiga ama de leite e a ama seca estão sendo substituídas progressivamente pelos “bancos de leite” e “babás eletrônicas”, mas algumas ainda sobrevivem nestes tempos modernos.
            A carência maior que existe é a carência de amor. Quem ama, cuida.
            Esta foi a preocupação de Jesus Cristo com relação a seus discípulos e a nós, por extensão. Quem cuidaria deles ( e de nós) até a Sua volta?
            Para esta missão foi enviada a Terceira Pessoa da Trindade, que já existia desde a fundação do mundo e que conhecemos como Espírito Santo.
            Ele nos ama e cuida de nós. Ele nos cerca de cuidados, como crianças na fé que somos, nos protege dos perigos que a todo momento nos são apresentados, como idosos frágeis e impotentes...
            Nós somos totalmente dependentes Dele, mesmo que, às vezes, não admitamos este fato e, como crianças teimosas ou idosos renitentes, queiramos fazer prevalecer a nossa vontade...
            É com tristeza que Ele nos corrige e nos leva de volta ao caminho certo, mesmo que para isso precisemos sofrer um pouco...
            É desta tristeza que o apóstolo Paulo está falando a seus amados irmãos em Éfeso, preocupado com os desvios de conduta ali existentes, e que ainda existem entre nós. Não entristeçamos o Espírito Santo ( Efésios 4: 30)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

15-09-2014 E S C O L H A S


15 / 09 / 2014             ESCOLHAS

            Uma das qualidades mais expressivas da Bíblia Sagrada, que nós, cristãos, consideramos ser nossa Única Regra de Fé e de Prática, é a sua maravilhosa atualidade.
            Desde que foi assim considerada com seus 66 livros e estabelecida consensualmente pelos estudiosos dos manuscritos que serviram de base, como sendo a Palavra de Deus, ela tem resistido a todas as tentativas malignas de descrédito e desvalorização.
            Para nós ela é fonte inesgotável de sabedoria e orientação para todos os dias. ( Salmo 119:105)
            Agora mesmo, quando precisamos fazer uma escolha que terá repercussão durante os anos seguintes, a Bíblia Sagrada nos mostra como deve um cristão proceder ao se deparar com uma estrada bifurcada.
            A igreja primitiva não tomava nenhuma decisão sem que, primeiro, se reunisse em oração e jejum.
            O Livro dos Atos dos Apóstolos mostra exaustivamente este fato.
            Em várias ocasiões a vemos de joelhos, pedindo a Deus que mostrasse qual o melhor caminho a ser seguido. As respostas sempre vieram no tempo Dele e hoje vemos os resultados.
            Até mesmo quando apareceram divergências, o Espírito Santo mostrou aos líderes como deveriam agir.
            A separação de Paulo e Barnabé, que trouxe Silas para junto de Paulo, é um exemplo de como o Espírito Santo comanda as circunstâncias, em benefício do Seu Plano. Felizes seremos, se nos dias de hoje, ao tomarmos decisões, pudermos repetir como eles: “ Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós...”( At.15)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

08-09-2014 C O M P E T I Ç Â O


8 / 09 / 2014                           COMPETIÇÃO

            Uma das histórias mais fascinantes, que aprendemos em nossa juventude, trata da origem da guerra de Tróia, contada pelo poeta Homero.
            Dizia ele que no Olimpo, quando os deuses estavam se banqueteando, Áries, deus da guerra, para provocar a discórdia entre eles, lançou uma maçã à mesa como isca, dizendo: “ À mais bela!”
            Imediatamente Hera, mulher de Zeus, pai dos deuses, e Afrodite, deusa da beleza e do amor, se acharam merecedoras do prêmio.
            Estava lançada a semente da discórdia...
            Como não houvesse quem pudesse julgar com isenção, trouxeram um pastor de ovelhas de Tróia – Páris – para escolher quem seria a vencedora.
            Hera, tentando subornar o julgador, ofereceu-lhe toda a riqueza que quisesse; Afrodite acenou-lhe com a possibilidade de ser amado pela mulher mais linda da terra. Páris escolheu Afrodite, mas criou-se um outro problema, porque a mulher mais linda, Helena,  já era casada com o rei Menelau.
 Helena, apaixonada por Páris, fugiu com seu amado para Tróia, o que provocou a reação dos gregos para resgatá-la e o início de uma guerra, que era o objetivo de Áries...Poesia à parte, o que ainda vemos hoje é a discórdia sendo semeada até entre irmãos, tendo como razão principal, a vaidade humana.
O apóstolo Paulo, ao dirigir-se à amada Igreja em Filipos, alerta seus membros para este perigo: Deixar-se levar pela vaidade e menosprezar o irmão na fé, achando-se superior.( Filipenses 2: 1-3) Nem mesmo a advertência e o exemplo de Jesus Cristo sobre quem quisesse ser o maior no Reino, que fosse o que serve, inibiu a vaidade de seus discípulos...( João13:1-15)

terça-feira, 2 de setembro de 2014

25-08-2014 A P E L I D O S


25 / 08 / 2014                         APELIDOS

            Dentre os doze escolhidos por Jesus Cristo para serem suas testemunhas, apenas três tiveram seus nomes acrescidos por sobrenomes ou, podemos dizer, apelidos: Simão, chamado por Jesus de Cefas – ou Pedro – e João, apelidado juntamente com seu irmão Tiago, de Boanerges, que significa filhos do trovão.( Marcos 3:16 -17 )

            O fato de terem sido escolhidos pelo Mestre para serem seus discípulos, pura e simplesmente, não mudou seus temperamentos.

            Pedro, como todos nós sabemos, era de temperamento forte e impulsivo, capaz de alternar  atitudes e declarações corajosas de liderança com omissões e declarações pusilânimes...

            João, por sua vez, fazendo jus ao seu apelido, ao ver a rejeição dos samaritanos às verdades do Evangelho, chegou a propor a Jesus Cristo (sendo imediatamente repreendido pelo Mestre) que enviasse fogo do céu para os consumir... ( Lucas 9: 51-56 )

            O que mudou seus temperamentos e a maneira de reagir face às diferenças de opinião ?

            A resposta só pode ser a mesma de sempre: A ação do Espírito Santo, que vai burilando e modificando dia a dia a personalidade dos que são por Ele separados para cumprirem a honrosa missão de pregar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, até a Sua volta em Poder e Glória.

            É o Espírito Santo que ainda hoje atua e transforma, como fez com Paulo de Tarso, perseguidor em perseguido, carrasco em mártir.

Transformou o devasso Agostinho de Hypona em um dos baluartes da Teologia Cristã. Mudou o apelido de João, Boanerges, para ser conhecido como Apóstolo do Amor.  

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

18-08-2014 I L U M I N A Ç Ã O


          Quando estudamos na Escola Bíblica Dominical, em outros tempos, o Breve Catecismo, uma das perguntas referentes às Escrituras Sagradas mais repetidas e discutidas era “ Quem escreveu a Bíblia?”
            A resposta que nos era dada ( nós já tratamos desse assunto anteriormente) era: Homens santos inspirados pelo Espírito Santo, baseada na Segunda Carta de Pedro, capítulo 1, versículo 21.
            O que faltou dizer foi o significado da palavra inspiração.
Ela é a ação do Espírito Santo sobre os que Ele escolheu para essa maravilhosa tarefa. É a capacitação com que o Espírito Santo contempla àqueles a quem Ele escolhe, para transmitir a outros tudo o que eles precisam saber, independendo de tempos ou épocas, locais ou circunstâncias.
            A ação do Espírito na inspiração pode ser seguida de iluminação, que  é a condição que o Espírito Santo dá aos seus escolhidos de entenderem a Sua mensagem e poderem retransmiti-la a todos que queiram ouvi-la. É a condição que o Espírito Santo dá aos seus escolhidos de entenderem a Sua mensagem e poderem retransmiti-la a todos que queiram ouvi-la.
Esta, certamente, é a razão de que a mesma citação bíblica atinge pessoas diferentes de modo diverso e isso é maravilhoso!
            É também a explicação que podemos dar para o fato de algumas pessoas não entenderem o que está escrito na Bíblia, outras entenderem, mas não crerem e outras até debocharem, achando que Bíblia é uma “coleção de contos da carochinha...”
            Jesus Cristo, ao ensinar a seus discípulos as coisas do Reino de Seu Pai, usava o recurso de parábolas, que tinham exatamente o propósito de serem entendidas apenas por aqueles a quem o Espírito Santo iluminar.
            Nós cremos, pela fé, que a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus e, ao lê-la e estudá-la, rogamos a Ele: Ilumina-nos, Senhor!      

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

11-08-2014 D O U T R I N A


11 / 08 / 2014                         DOUTRINA

            Ninguém foi mais usado por Deus para esclarecer dúvidas sobre a forma de vida e de adoração que Ele quer de nós, do que o apóstolo Paulo.  Jesus Cristo, ao responder a pergunta da mulher samaritana sobre o local certo para adoração ( Jerusalém ou Gerizim?) esclareceu que o lugar onde Deus deve ser adorado era o que tinha menos importância.
 O importante era a forma como Ele quer ser adorado: Em espírito e em verdade.( João 4: 20-24)
            Paulo em suas cartas demonstra sua preocupação em esclarecer a Doutrina do Espírito Santo a todos os cristãos, dada a relevância do tema.
            Ele usa várias formas de se expressar, todas ressaltando a necessidade de entrega total do cristão à ação do Espírito Santo em sua vida.
            Andar no Espírito, viver no Espírito, ter o Espírito de Cristo, são termos usados por Paulo para definir o que Deus espera de seus adoradores.
            A preocupação dos cristãos da Igreja de Corinto com a “hierarquia dos dons” foi tratada por Paulo com muita propriedade, mostrando a eles ( e a nós...) que muito mais importante que saber quem tem o maior dom é saber como cada um deve  usar o dom que o Espírito Santo lhe deu.
            Aos cristãos em Roma, ele diz em sua epístola, considerada o Manual de Doutrina Cristã, que Deus não faz acepção de pessoas, porque todos pecaram e carecem da Graça Divina. ( Romanos 3:23)
            No capítulo 8, ele mostra a importância da presença do Espírito Santo na vida do cristão, na eterna luta entre carne e espírito ( com letra minúscula, para designar o nosso espírito) e a necessidade de estarmos em constante comunhão com Ele. Como conseguir isto, é Cristo quem nos ensina:
            “ Vigiai e orai, para que não entreis  em tentação”( Mateus 26:41)

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

04-08-2014 A M O R P A T E R N O




O relacionamento Criador – criaturas, que depois de Jesus Cristo, passou de Senhor – servos,  para Pai – filhos, foi, como sempre acontece, iniciativa de Deus Pai que, enviando Seu filho para ser o único Mediador entre nós e Ele, possibilitou que isso acontecesse.
            ( Já na oração que Jesus Cristo ensinou a seus discípulos e que nós aprendemos desde a infância, Deus é tratado como Pai nosso e por Tu, o que demonstra intimidade total.)
            Em diversas parábolas, Jesus procura dar ênfase a este fato, mas com certeza, a mais emocionante de todas é a do filho perdido ( chamado pródigo) que fecha a trilogia ovelha perdida, dracma perdida e filho perdido.
            Em todas três, Ele realça a alegria de quem reencontra o que estava perdido e foi achado, depois de muita procura. ( Lucas 15: 3 -32)
            Na parábola do filho perdido, entretanto, um pequeno detalhe pode passar despercebido: É o pai que, estando permanentemente à espera da volta do seu filho caçula, ao vê-lo ao longe, sai ao seu encontro...
            Da mesma forma, ao ver mais tarde seu filho mais velho tomado de ciúmes, inveja e rancor, se recusando a participar da “festa do retorno”, sai para trazê-lo de volta para casa...
            É como Jesus compara o Amor de Deus por nós, seus filhos adotados em Cristo Jesus, que toma a iniciativa de reconciliação com Ele, mesmo sabendo que somos indignos de tal atitude.
            Amor paterno, que tudo perdoa, não porque mereçamos, mas  porque Ele nos ama incondicionalmente.
 Falar sobre este Amor, só mesmo repetindo o poeta sacro:

             “Meu Deus, que amor! Meu Deus, que eterno amor!” ( 88 N.C.)